Só a greve geral derruba a “reforma” do Banco Mundial

 

Os estudantes da Uncisal (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas) ocupam a reitoria desde o dia 10 de setembro exigindo uma série de reivindicações, dentre elas a de melhoria da infra-estrutura.

Na UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro) os estudantes seguem acampados em frente a reitoria exigindo a construção imediata do Restaurante Universitário, desativado na década de 90.

Na Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo) os estudantes acampam em frente a reitoria desde o dia 25 de agosto e exigem a dissolução do Conselho Universitário, o cancelamento da adesão da Instituição ao Reuni, a mudança estrutural da Universidade com governo dos três segmentos (estudantes, professores e técnicos) com maioria estudantil, dentre outras reivindicações.

Na UFF (Universidade Federal Fluminense) os estudantes realizaram um piquete no prédio do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia – ICHF – e paralisaram as aulas no dia 10/10 em protesto contra o REUNI, que cria um curso de “segurança pública”  (!!) na Instituição.

Na UERJ os estudantes ocupam a reitoria desde o dia 10/09 exigindo a melhoria do ensino, com reajuste de verba,

UENF

construção do bandejão e outros pontos. Os estudantes discutem a construção de um comando de greve unificado com os professores que iniciarão a greve no dia 15/09.

Também os estudantes da UFSJ (Universidade Federal de São João Del-Rey) ocuparam a reitoria no dia 9/9 exigindo melhorias na assistência estudantil – a ocupação acabou após o atendimento das reivindicações pela reitoria – segundo o divulgou o DCE.

Na UNIR milhares de estudantes constroem uma combativa greve contra a “reforma” universitária desde o dia 8 de setembro.

 

UNIFESP

Estes são os principais acontecimentos destas últimas semanas para o movimento estudantil. Diversas lutas estudantis estouram contra a situação alarmante que vive a Universidade brasileira.

A aplicação da “reforma” universitária tanto em âmbito nacional quanto estadual tem acelerado a crise do ensino. Luiz Inácio e os gerentes estaduais continuam a aplicação de medidas anti-Universidade Pública ditadas pelo Banco Mundial e agravam a já difícil situação das Instituições de Ensino. Falta assistência estudantil, bolsas, bandejão, moradia, creche, laboratórios, materiais; os Hospitais Universitários estão caindo aos pedaços; faltam concursos públicos e os professores e técnicos continuam com reajustes salariais irrisórios. Este é o quadro caótico em que se encontra as Universidades.

Nas Universidade Federais a situação é agudizada pela implantação do Reuni, que radicaliza a precarização e retira ainda mais a autonomia universitária.

É crise. Crise desta velha sociedade de opressão e exploração que se reflete no ensino. Crise do capitalismo burocrático que agoniza e suga todos os direitos do povo para manter sua velha ordem. É para controlar ainda mais a produção de conhecimento e transformar a educação em lucrativo negócio que o imperialismo executa sua “reforma” privatista no ensino superior.

Só a luta organizada dos estudantes, e também dos trabalhadores da educação, pode assegurar o direito de estudar e aprender. Somente com muita luta poderemos deter a escalada de ataques à Universidade Pública.

Desde a histórica Ocupação da USP que os estudantes ocupam reitorias por todo o país em defesa da Universidade Pública e Gratuita. As ocupações, atos e manifestações cumprem um importante papel nesta grande luta contra a “reforma” universitária, mas é preciso ter claro que para derrotar cabalmente esta contra-reforma é necessário construir uma grande greve geral. Somente com uma greve em todo o país poderemos derrubar a “reforma”.

Os estudantes da UNIR já iniciaram a construção desta greve. Cabe a todos estudantes que já estão em luta apontar para o mesmo sentido: a construção de uma greve nacional para derrotar a “reforma” do Banco Mundial. Vamos unificar todas as lutas numa grande greve e passar a uma etapa mais elevada na luta e derrotar os ataques do governo FMI-Lula .

 

Preparar a Greve Geral contra a “Reforma” Universitária do Banco Mundial/Lula!

 

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